Muita gente ainda não sabe quem é João Paulo Furlan. Mas nos bastidores da política do Amapá, o nome dele virou motivo de dor de cabeça, e das grandes pra muita gente. João Paulo é promotor do Ministério Público do Amapá e, pra completar o cenário, é irmão do prefeito Antônio Furlan.

E não é exagero dizer que o clima ficou pesado. O núcleo duro do prefeito anda em alerta máximo e muito preocupado. O motivo? O Conselho Nacional do Ministério Público decidiu afastar João Paulo Furlan do cargo por 60 dias, após ele ser citado em investigação que apura compra de votos nas eleições de 2020.

A apuração vem do inquérito da Polícia Federal e envolve justamente o período da primeira eleição de Antônio Furlan para a prefeitura. As acusações são pesadas e caíram como uma bomba dentro do Ministério Público do Amapá. E lógico: dentro do grupo que apoia Furlan.

Até agora, ninguém sabe ao certo até onde vai a participação de João Furlan nesses processos que andam pelos corredores do PF. E foi justamente por isso que o CNMP resolveu agir: pra evitar sumiço de provas, pressão sobre testemunhas ou qualquer tipo de interferência nas investigações.

O afastamento vale por 60 dias. Tempo suficiente pra muita coisa vir à tona e deixar o clima ainda mais tenso no Palácio Laurindo Banha. A pergunta que fica é simples e direta: o prefeito Antônio Furlan vai aguentar o tranco? Porque, do jeito que a coisa anda, o “chumbo grosso” pode estar só começando.

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