Você já reparou que toda vez que estoura um escândalo na gestão do prefeito Antônio Furlan, logo em seguida aparece uma pesquisa eleitoral dizendo que ele está bem na fita? Pois é. Isso não é coincidência.Na política, isso tem nome: cortina de fumaça. Funciona assim: surge um problema grave, uma denúncia, um escândalo… e, rapidinho, o assunto muda. Em vez de se falar do erro, do abuso ou da denúncia, passam a empurrar pesquisa de intenção de voto, quase sempre feita por institutos no mínimo duvidosos. Ao longo desses cinco anos de gestão, esse truque já foi usado várias vezes. Sempre que a coisa aperta para o prefeito ou para alguém do seu entorno, engatilham uma pesquisa, dizendo que a popularidade cresceu e que ele continua na frente dos adversários. O detalhe é que esses institutos vivem cercados de desconfiança. Muitos fazem pesquisas pagas, outros não explicam direito a metodologia, e alguns já tiveram seus números questionados publicamente. Mesmo assim, são usados como se fossem verdade absoluta. Um caso que ficou marcado foi o da agressão a um jornalista, durante uma visita a uma obra do Hospital Municipal, na zona norte de Macapá. Na ocasião, Antônio Furlan partiu para cima do cinegrafista Irã Góis e aplicou um golpe conhecido como “mata-leão”. O episódio gerou revolta e repercussão negativa.Pouco tempo depois, como num passe de mágica, surgiu uma pesquisa eleitoral, desviando o foco do escândalo. Outro exemplo recente seguiu exatamente o mesmo roteiro. O irmão do prefeito, João Furlan, promotor do Ministério Público do Amapá, foi afastado de suas funções por decisão do Conselho Nacional do Ministério Público. O afastamento aconteceu no meio de uma investigação da Polícia Federal, que apura denúncia de compra de votos nas eleições de 2020, quando Antônio Furlan venceu sua primeira eleição para prefeito de Macapá. E adivinha? Logo depois, mais uma pesquisa foi divulgada. O padrão é sempre o mesmo:➡️ escândalo➡️ desgaste político➡️ crise➡️ pesquisa dizendo que está tudo bem Parece coincidência? Não é. É método. Só que agora a coisa mudou. O povo não é mais bobo. O eleitor percebeu que essas pesquisas são usadas para confundir, desinformar e tentar maquiar a realidade. Antônio Furlan acumula denúncias, problemas de gestão e escândalos envolvendo secretários e aliados. Mesmo assim, insistem em vender a ideia de que está tudo ótimo. Mas nas ruas, o sentimento já é outro. O eleitor está mais atento.A manobra ficou escancarada. Agora é esperar pelas pesquisas realmente sérias, feitas com transparência e credibilidade. Aí sim, vai ficar claro aquilo que muita gente já comenta no dia a dia: o “prefeitão” já não é mais tão prefeitão assim. Navegação de Post Rejeição a Furlan Aumenta em Meio a Denúncias e Supostas Pesquisas Questionáveis Comunidade evangélica e Clécio Luís: o apoio que faltava para acelerar rumo à reeleição