O governador Clécio Luis anunciou que, nesta sexta-feira, vai se filiar ao União Brasil, partido comandado pelo senador Davi Alcolumbre, e que possui uma das maiores bancadas e um dos maiores fundos partidários do país.

Clécio desembarca no União Brasil com destino certo: reeleição em 2026. O movimento não é à toa. Ele reflete o crescimento do governador nas pesquisas e a consolidação — com o perdão do trocadilho — da união entre prefeitos do partido e outras lideranças fortes do estado.

Se já estava difícil para o prefeito Antônio Furlan sustentar sua vontade de disputar o Governo do Amapá, agora o cenário virou de vez. A queda nas pesquisas, que já saiu da casa dos 85% para algo em torno de 59% de intenção de voto, acendeu todos os alertas. Agora, com Clécio no União Brasil, o sinal virou vermelho piscando.

Nos bastidores, pesquisas recentes encomendadas por lideranças políticas apontam um dado duro: derrota de Furlan numa eventual disputa ao governo. E a filiação de Clécio ao União Brasil mexe pesado no tabuleiro da política amapaense. É um golpe direto na alta cúpula que ainda tenta sustentar o projeto pessoal do prefeito.

Mais do que nunca, é hora de repensar, recalcular a rota e colocar os pés no chão. A vaidade e o erro estratégico insistem em se apossar do corpo do “prefeitão”, mesmo quando os números e a realidade gritam o contrário.

Estamos, senhoras e senhores, diante de uma das maiores reviravoltas políticas dos últimos anos no Amapá. E vai ser, no mínimo, interessante acompanhar de perto essa queda monumental da popularidade e da intenção de votos de Antônio Furlan — uma derrota que, para muitos, já começa a ser creditada à própria soberba.

Agora é simples:
só nos resta pedir a pizza, abrir a Coca-Cola e assistir ao desenrolar do filme.

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