Mesmo com leve vantagem sobre seu adversário, segundo pesquisas encomendadas por lideranças políticas do Amapá, o prefeito Antônio Furlan parece ignorar um detalhe básico e decisivo na política: ninguém ganha eleição majoritária sozinho. O problema é simples e visível a olho nu: o palanque de Furlan está vazio. Não há hoje nenhuma figura política de peso ao lado do prefeito que sustente uma candidatura competitiva ao Governo do Estado. Enquanto isso, seu principal adversário, o governador Clécio Luís, monta um palanque robusto, recheado de nomes já conhecidos e influentes na política amapaense. Só no Senado, Clécio conta com dois aliados de peso: o senador Davi Alcolumbre, atual presidente do Congresso Nacional, e o senador Randolfe Rodrigues, líder do governo no Senado. Esse dado, por si só, já começa a desenhar um cenário amplamente favorável ao governador. E a situação se agrava quando se olha para o interior do estado: dos 16 prefeitos do Amapá, 14 estão alinhados com Clécio Luís. Ou seja, caso Furlan leve adiante a ideia de disputar o governo, terá enormes dificuldades para fazer campanha fora da capital. Falta base, falta apoio e faltam portas abertas. Na Assembleia Legislativa do Amapá, o quadro não é diferente. A maior parte dos deputados estaduais também está no campo do governador, e o único deputado estadual que declara apoio a Furlan, R. Nelson, mais parece o 5º Trapalhão recrutado pelo Didi Mocó: isolado, sem protagonismo e longe de representar qualquer força real de articulação política. Some-se a isso um dado que os aliados do prefeito preferem não comentar em público: a aprovação de Furlan despencou cerca de 25 pontos percentuais entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026. Alta aprovação com isolamento político não fecha a conta. É uma matemática que não bate. Nos bastidores, aliados de primeira grandeza já admitem, em conversas reservadas, que essa eleição nem deveria ser discutida. A avaliação é dura, mas realista: as chances de derrota são grandes. Diante desse cenário, resta uma pergunta inevitável:vai o prefeito Antônio Furlan insistir numa candidatura cercada de alertas ou vai, finalmente, calçar as sandálias da humildade e admitir que 2026 não é um terreno favorável para seu projeto político? E aí, prefeito… vai desistir ou vai pagar pra ver? Navegação de Post Clécio no União Brasil: a pá de cal que faltava nas pretensões de Furlan ao Governo do Amapá O dilema de Furlan: o que o prefeitão pode perder se não vencer as eleições pra governo?