O que estamos presenciando nesta última semana é o desmanche de uma das principais bandeiras midiáticas da gestão do prefeito Antônio Furlan. Durante cinco anos, o autismo foi tratado como pauta sensível pelo prefeito e pela primeira-dama Raíssa Furlan. Um tema que, inclusive, toca a própria família. Sempre foi apresentado como prioridade, como compromisso, como causa. Mas o que se viu nos últimos dias foi outra realidade. Mãe denunciando falta de medicamentos nas UBSs.Relatos de escolas municipais sem estrutura adequada para atender crianças no espectro.Ausência de suporte técnico e humano para quem mais precisa. E o episódio que escancarou a crise: aliados e militantes do prefeito atacando, nas redes sociais, uma mãe que denunciou a falta do remédio Risperidona. Em vez de acolhimento, vieram ataques pessoais, comentários machistas e tentativas de desqualificar a denúncia. Isso não é defesa de gestão. É intimidação. Como se não bastasse, surgiu o caso da pequena Laura, encontrada dormindo sozinha no chão da escola Pequeno Príncipe. Um episódio que levantou questionamentos sobre acompanhamento e estrutura dentro da rede municipal. Hoje, o ensino fundamental é responsabilidade da Prefeitura de Macapá. E a demanda por atendimento especializado só cresce. A cidade precisa de estrutura permanente: profissionais capacitados, suporte pedagógico, medicamentos garantidos e acolhimento às famílias. Inaugurar um centro especializado é importante. Mas política pública não se sustenta com evento, placa e foto para rede social. Política pública se sustenta com continuidade, orçamento, planejamento e transparência. O que a população espera não é marketing, é solução.Não é discurso — é atendimento.Não é postagem — é presença. Quando uma causa vira vitrine e não prioridade concreta, ela se desfaz. E aí, toda a narrativa cai como algodão doce na chuva. Navegação de Post 2026: o ano da queda de Furlan