Nos bastidores do Palácio Laurindo Banha, o clima já não é mais de festa. O que se escuta nos corredores é simples e claro: o papo de “já ganhou” acabou. O começo mais acelerado de Clécio Luís em 2026 mexeu com o tabuleiro político e fez o grupo do prefeito Antônio Furlan puxar o freio de mão no grito de “Furlan governador”.
E isso não aconteceu à toa.
As pesquisas mostram que Furlan parou de crescer, e nas ruas a conversa é a mesma. Soma-se a isso o desgaste causado por denúncias, investigações envolvendo gente próxima da gestão e o avanço das apurações da Polícia Federal. Tudo isso começou a pesar — e muito — na conta política do prefeito.
Na prática, a avaliação é de que a Prefeitura de Macapá vive um momento fraco de entregas. Falta dinheiro, falta gestão e faltam obras que sustentem um discurso forte pra quem quer disputar o Governo do Estado em 2026.
Diante desse cenário, Furlan tenta repetir a fórmula que deu certo lá atrás: muita exposição pessoal, presença em agenda pública e contato direto com a população. Só que, segundo analistas políticos, essa receita já não funciona como antes. O eleitor está mais exigente e quer ver resultado concreto.
No dia a dia da cidade, os problemas falam mais alto: falta remédio, tem buraco por todo lado, saneamento que não chega, limpeza precária e coleta de lixo que falha. E tudo isso já está sendo colocado na conta do segundo mandato do prefeito.
Agora, a grande dúvida é se Furlan vai conseguir se reorganizar a tempo, mudar a rota e chegar competitivo até outubro de 2026 ou se vai entrar numa queda gradual de popularidade, num cenário cada vez mais disputado no Amapá.
Porque uma coisa já ficou clara:
👉 o clima de “já ganhou” ficou no passado.





